A renovada atenção que se afigura estar a ser dada aos portos, tanto de um ponto de vista económico como estratégico, não significa necessariamente um renovado olhar de Portugal para o Mar, mas talvez possa ser um princípio _ e dada a nossa aflitiva situação existencial, nenhum princípio, por mínimo que seja, pode ser menosprezado. E quando uma Universidade, como a Universidade Católica do Porto, se junta a uma empresa de consultoria, como a Logistel, para promoção desse mesmo renovado olhar, será, por certo, de atender com o máximo de atenção.
Portugal não é um Estado árctico e não integrou o grupo de Estados-Membros da União Europeia que subscreveu a Declaração Conjunta da Cimeira Europeia do Árctico, realizada em Rovaniemi, em Setembro de 2026. Isso não significa, contudo, que esteja desligado das novas geografias de segurança que estabelecem ligações crescentes entre o Árctico, o High North, o Atlântico Norte e o Atlântico Nordeste.
A proliferação de cabos de fibra ótica no Atlântico Norte transforma as ilhas portuguesas em nós críticos de uma infraestrutura que sustenta a economia digital global. A questão já não é apenas marítima — é de segurança nacional, de soberania e de competitividade europeia. Portugal tem a posição, a ZEE e os cabos. Falta a estratégia.
Se entende como oportunidade o Pacto Europeu para Oceano, Ara de Oliveira, Director Regional do Ambiente e Mar da Medeira, dada a sua visão realmente estratégica para o Atlântico, não deixa de perceber os perigos se se escondem igualmente nas suas entrelinhas, de uma subtil recuperação da velha e nefasta ideia de um Mar Europeu, questão tão decisiva para a Região quanto para Portugal e crucial para a uma possível necessária Renascença Atlântica.
A renovada atenção que se afigura estar a ser dada aos portos, tanto de um ponto de vista económico como estratégico, não significa necessariamente um renovado olhar de Portugal para o Mar, mas talvez possa ser um princípio _ e dada a nossa aflitiva situação existencial, nenhum princípio, por mínimo que seja, pode ser menosprezado. E quando uma Universidade, como a Universidade Católica do Porto, se junta a uma empresa de consultoria, como a Logistel, para promoção desse mesmo renovado olhar, será, por certo, de atender com o máximo de atenção.
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Outubro 2, 2026
Outubro 2, 2026
Portugal não é um Estado árctico e não integrou o grupo de Estados-Membros da União Europeia que subscreveu a Declaração Conjunta da Cimeira Europeia do Árctico, realizada em Rovaniemi, em Setembro de 2026. Isso não significa, contudo, que esteja desligado das novas geografias de segurança que estabelecem ligações crescentes entre o Árctico, o High North, o Atlântico Norte e o Atlântico Nordeste.
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Outubro 1, 2026
Outubro 1, 2026
Talvez e primeira e mais importante virtude da «Estratégia Portos 5+» seja mesmo o reconhecimento da falta de investimento nos portos nos últimos anos, e sobretudo nos últimos cinco, ter conduzido a uma situação de fragilidade, constrangimento e falta de capacidade do nosso sector portuário que tem não apenas prejudicado significativamente a respectiva competitividade como permitido inclusivamente uma crescente pressão dos portos espanhóis sobre o mercado nacional e que é imperioso inverter rapidamente, como destaca Vítor Caldeirinha, Presidente dos Portos de Lisboa e Setúbal e principal responsável pela execução da Estratégia.
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Junho 22, 2026
Junho 22, 2026
A proliferação de cabos de fibra ótica no Atlântico Norte transforma as ilhas portuguesas em nós críticos de uma infraestrutura que sustenta a economia digital global. A questão já não é apenas marítima — é de segurança nacional, de soberania e de competitividade europeia. Portugal tem a posição, a ZEE e os cabos. Falta a estratégia.
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Junho 17, 2026
Junho 17, 2026
Noticias recentes, oriundas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil, dão conta de que os 38 385 hectares desmatados da Mata Atlântica em 2025, foi 28% menor do que os 53 303 hectares verificados em 2024. Estes números por preocupantes que ainda sejam, vêm premiar um esforço da sociedade brasileira na proteção de um dos seus mais importantes biomas, juntamente com o da Amazónia, do Cerrado, da Caatinga, do Pantanal e do Pampa.
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Junho 16, 2026
Junho 16, 2026
Administradora do Grupo ETE, Andreia Ventura enaltece não só a ambição da estratégia «Portos 5+», em plena fase de implantação, mas a sua visão integrada de toda a cadeia logística e inerente mundo dos vários tipos de transporte associados, onde se inclui, evidentemente, antes de mais o transporte marítimo, mas também o ferroviário, o rodoviário e o fluvial, assim melhor se compreendendo os portos como um elemento crucial, por certo, desse mesmo todo logístico, mas apenas isso mesmo, ou seja, tão só um nó de um universo bem mais vasto e complexo que importa sobremaneira harmonizar, coordenar e integrar.
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Junho 16, 2026
Junho 16, 2026
O actual bloqueio do Estreito de Ormuz veio chamar de novo a atenção para a crucial importância do que em geopolítica se designa vulgarmente como «choque points» e para um outro conceito que, mais recentemente, lhe foi, de algum modo, igualmente associado, como de «chatter belt», como também nos expõe Armando Marques Guedes numa conversa onde a importância dos Estreitos de Malaca, de Gibraltar, da Formosa e dos Canais do Suez e do Panamá, sobretudo, não poderiam deixar de estar, natural e igualmente, presentes, como é evidente.
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Junho 7, 2026
Junho 7, 2026
Sendo uma referência internacional, a Escola de Hidrografia e Oceanografia do Instituto Hidrográfico da Marinha assume particular relevância no mundo lusófono e, muito em especial no âmbito dos Países Africanos de Língua Portuguesa, não apenas por Portugal manter a responsabilidade pela produção da respectiva cartografia marítima, mas também pela missão que lhe tem sido atribuída na formação das respectivas novas gerações de hidrógrafos e oceanógrafos, como sublinha o seu actual Director, o Comandante Albuquerque e Silva.
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Junho 3, 2026
Junho 3, 2026
Se entende como oportunidade o Pacto Europeu para Oceano, Ara de Oliveira, Director Regional do Ambiente e Mar da Medeira, dada a sua visão realmente estratégica para o Atlântico, não deixa de perceber os perigos se se escondem igualmente nas suas entrelinhas, de uma subtil recuperação da velha e nefasta ideia de um Mar Europeu, questão tão decisiva para a Região quanto para Portugal e crucial para a uma possível necessária Renascença Atlântica.
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Junho 1, 2026
Junho 1, 2026
«Portugal, o Mar, as Ilhas e os Desafios de uma Renascença Atlântica» é o tema da XI Grande Conferência do Jornal da Economia do Mar que irá ter lugar no Funchal, nos dias 11 e 12 da próxima semana, numa inédita organização conjunta da Direcção Regional do Ambiente e Mar da Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, e o Jornal da Economia do Mar, para firmar as indispensáveis bases que permitam a Portugal projectar-se, finalmente, na decisiva Renascença Atlântica há tanto esperada, mas sempre postergada também.
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Maio 31, 2026
Maio 31, 2026
Com os devidos agradecimentos, não apenas pelo privilégio de mais uma excelente entrevista no magnífico Programa, «Isto é o Povo a Falar», mas, acima de tudo, por haver ainda quem, ousando e sabendo pensar Portugal, saiba ver também a decisiva importância que o Mar tem para o seu futuro.
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Fevereiro 28, 2026
Fevereiro 28, 2026
A atual crise política, militar e económica, localizada no estreito de Ormuz impõe de novo a decisiva questão sobre a importância dos portos – no seu sentido mais lato.
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Abril 8, 2026
Abril 8, 2026
Finalmente, ao fim de vinte e cinco anos de negociações, foi assinado a 17 de janeiro de 2026, em Assunção, capital do Paraguai, o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o MERCOSUL, o maior acordo comercial contemporâneo e da história.
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Janeiro 21, 2026
Janeiro 21, 2026
Nos derradeiros dias do século vinte, os três maiores portos do mundo ficavam na Europa: Roterdão, Antuérpia e Hamburgo. A meio da segunda década do século vinte e um, dos dez maiores portos mundiais, nenhum é europeu.
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Dezembro 19, 2025
Dezembro 19, 2025
O mar tal como o conhecemos e foi criado por Deus – logo ao segundo dia da criação, e completado ao terceiro com a separação da água e da terra – tem conhecido recentemente um processo significativo de parcelamento, quase sempre por motivos generosos.
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Outubro 30, 2025
Outubro 30, 2025
A pergunta é meramente retórica? Possivelmente porque, infelizmente, não há actualmente em Portugal empresas nem um ecossistema económico o que, sob muitos aspectos, pareceria uma fonte de negócio evidente, como a conversa com Mário Pinho, Secretário-Geral da AIN, José Barros, ex-alto quadro da ANACOM, e Rui Ribeiro, Vice-Presidente do OEID, bem o ilustra.
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Outubro 6, 2025
Outubro 6, 2025
A diabolização das minas ocorrida em Portugal e na Europa, atirou com os seus profissionais para o desemprego, o assunto para as conversas reservadas, impróprias para senhoras, e os seus escritos para a literatura licenciosa, algures no gueto das últimas estantes das bibliotecas e livrarias.
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Setembro 17, 2025
Setembro 17, 2025
É tempo de um interregno, de um muito meditativo interregno. Mais do que merecido, eventualmente, necessário, porque um excesso de envolvimento na acção tende sempre a conduzir a uma perda de perspectiva das razões da acção para acabar por se ficar completamente dominado pela mesma acção, tudo se perdendo, talvez, numa embriaguez de acção sem qualquer sentido já senão persistir, sem qualquer razão, já também, na mesma embriaguez de acção. Por isso mesmo importa, ciclicamente, parar, para refrescar.
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Agosto 6, 2025
Agosto 6, 2025
O gelado Árctico continua a ser um dos pontos escaldantes do mundo, antes de mais, como é próprio da época que estamos a viver, pela imensidade dos seus recursos naturais, energéticos e minerais e que um crescente degelo tem tornado verosímil uma possível exploração a relativamente curto prazo, degelo que, por outro lado, irá permitir também uma crescente intensificação de navios a usarem as suas rotas marítimas com significativas vantagens em tempo despendido e, como tal, também em termos financeiros, assim como, porque tudo o que aí se passa afecta directamente todo o planeta, igualmente em termos Ambientais, incluindo desde questões relacionadas com a saúde dos Oceanos ao que se diz como Alterações climáticas. Mas talvez, por isso mesmo, seja também tempo de pensar o Árctico para Além da Geopolítica.
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Agosto 4, 2025
Agosto 4, 2025
Há algumas semanas, foi anunciado que as marinhas do Reino Unido, França e Itália estão a trabalhar na coordenação conjunta do envio de porta-aviões e dos seus esquadrões, conhecidos como Carrier Strike Groups, para águas asiáticas, num sinal claro dos novos enquadramentos geopolíticos e geoestratégicos em desenvolvimento.
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Agosto 3, 2025
Agosto 3, 2025
No discurso de encerramento da X Grande Conferência do Jornal da Economia do Mar, Salvador Malheiro, Secretário da Pescas e do Mar, assegurou encontrar-se em marcha uma verdadeira Renascença Atlântica, que entende absolutamente necessária num momento em que o Atlântico ganha nova importância geopolítica, geoestratégica, ambiental e energética, oferecendo assim também uma oportunidade de afirmação a Portugal que temos, como Nação Marítima por eminência que somos, de saber explorar para podermos vir realmente a beneficiar de todas as inúmeros correlatas possibilidades oferecidas.
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Julho 31, 2025
Julho 31, 2025
Até onde poderá ir a dita Inteligência Artificial? Ninguém sabe, ninguém pode saber, mas algo parece ser certo: irá sempre mais longe tanto quanto mais o homem se imaginar feito à sua imagem e semelhança. No entanto, independentemente de tudo o mais, o facto é que a aplicação das suas capacidades, da navegação autónoma à concepção de novos navios, da sua arquitectura aos respectivos propulsores, tudo está mudar também no mundo marítimo com a IA, como Jorge Antunes, Nuno Santos e Pedro Ponte nos expõem muito inteligentemente e sem falsos ou artificiosos salamaleques.
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Julho 31, 2025
Julho 31, 2025
Quando um Presidente da República muito se regozija por termos um saldo migratório positivo, como devemos interpretar tal regozijo? Que Marcelo Rebelo de Sousa olha para o território de Portugal e tudo o que lhe importa é o número de braços disponíveis capazes de arcar com o peso do trabalho necessário a que uma certa «classe» de políticos continue a disfrutar das prerrogativas que entendem ter por direito, vá-se lá saber em nome de quê? Não o preocupa, nunca o preocupou, que o dito Sistema de Ensino seja feito de modo a conduzir as novas gerações a uma crescente desnacionalização, como sublinha Annabela Rita, ou que, mesmo entre as populações mais ribeirinhas e tradicionalmente ligadas ao Mar, o divórcio das novas gerações com a mais natural maritimidade do seu possível futuro profissional seja também cada vez mais ignorado, senão mesmo repudiado, como nos atesta igualmente Víctor Franco Correia?
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Julho 30, 2025
Julho 30, 2025
Onde o Piloto de D. João II que enfrentava destemidamente o Mostrengo: «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um Povo que quer o mar que é teu»? Porquê esta subsunção à União Europeia? Não devíamos saber melhor defender os nossos interesses, como advoga Fátima Castro Moreira? Saber impor a nossa visão de afirmação de soberania, como sucede em relação aos Cabos Submarinos, como propõe Duarte Lynce de Faria? E não devíamos compreender o nosso enquadramento competitivo, como salienta João Dotti de Carvalho? Decidimos enfrentar que se impõe enfrentar ou continuamos a subsumir-nos aos interesses dos poderosos da União Europeia, sem mais, simplesmente?
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Julho 23, 2025
Julho 23, 2025
Se a Extensão da Plataforma Continental é uma das mais decisivas questões de Portugal e do mundo nos nossos dias, a falta de uma verdadeira Estratégia Nacional para o Mar Profundo constitui também uma das maiores ameaças actuais, sobretudo quando se tem em atenção os interesses contraditórios da União Europeia e a subsunção aos mesmos a que nos sujeitamos. Ainda que tenhamos todas as capacidades para afirmarmos uma real autonomia, pela incompreensível demissão política que se tem verificado nos últimos anos, o panorama não é auspicioso. Vale a penas, por isso mesmo, atender às palavras de Carlos Ventura Soares, actual principal responsável pela EMAPC, e Artur Pires, antes que sejamos completamente submergidos pelo Mar Europeu…
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Julho 30, 2025
Julho 30, 2025
Problema também significa obstáculo e o obstáculo a que Portugal se afirme no Mar como deve afirmar-se, é eminentemente Político. Não falta visão nem, como hoje se diz, pensamento sobre o Mar, mas dado actualmente o primado da Economia sobre a Política, não correspondendo as actividades marítimas a um activo líquido imediato, os políticos não atendem à crucial importância do Mar como factor, inclusive, de independência nacional. O que se depreende do diálogo de Marisa Lameiras, Directora-Geral de Política do Mar, Manuel Pinto de Abreu, um dos principais responsáveis pelo lançamento da EMEPC e ex-Secretário de Estado do Mar, e José Poças Esteves, um dos principais responsáveis, conjuntamente com Ernâni Lopes do estudo «O Hypercluster da Economia do Mar», assim se poderá interpretar, é exactamente isso.
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Julho 22, 2025
Julho 22, 2025
Temos das mais avançadas empresas do mundo na área da aquacultura mas a produção continua muito longe do que seria minimamente expectável, continuando a importarmos cerca de 95% do peixe de aquacultura que consumimos. Dir-se-á um paradoxo mas alguns dos problemas são conhecidos, como a quase total ausência de um adequado Ordenamento do território que verdadeiramente concilie espaço marítimo e espaço terrestre. Na biotecnologia também dispomos de muita da melhor investigação que se faz no mundo mas falta de capacidade de investimento, de adequada congregação de esforços visão empresarial, também nos faz permanecer aquém do potencial existente. Mas sabendo isso, sendo as dificuldades bem conhecidas, também há esperança de que tudo, com uma adequada acção Politica, possa rapidamente alterar-se. Para melhor, evidentemente.
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Julho 29, 2025
Julho 29, 2025
Se a nova realidade da interligação dos Continentes e respectivas Nações por Cabo Submarino é hoje incontestável, essa espécie de novo nervo de intercomunicação planetária de informação também coloca desafios de afirmação de soberania, de defesa e de segurança, em muitos casos, algo inesperados, até por algumas novas capacidades tecnológicas que possibilitam, ou começam a possibilitar, para as quais, passando ainda relativamente despercebido à maioria das pessoas e, muitos em especial, dos políticos, Alexandre Santos Fernandes, José Barros e Luís Bernardino, vão no entanto começando a chamar a atenção.
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Julho 28, 2025
Julho 28, 2025
Que uma visão para os portos implica muito mais do que uma simples visão para os portos poderá ser dado como uma das principais conclusões do painel dedicado aos «Portos & Transportes Marítimos». Compreende-se porquê. Como destacou o novo Presidente do Conselho de Administração do Porto de Sines, Pedro do Ó Ramos, a competitividade de um porto vai muito para além da mera operação portuária e basta um exemplo bem comezinho como o preço da habitação e sua escassez para se compreender as repercussões que necessariamente tem sobre as capacidades e correspondente competitividade do próprio porto, porque um porto nunca vive isolado da comunidade que serve, entenda-se comunidade desde o seu sentido mais estrito ao mais alargado, ou seja, já no sentido de Nação, como assim o entendem também Andreia Ventura, Administradora do Grupo ETE, António Belmar da Costa, Director Executivo da AGEPOR e Víctor Caldeirinha, alguém que, ao longo dos últimos anos, mais tem meditado, escrito, publicado e ensinado sobre a actividade portuária, em Portugal e no mundo.
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Julho 28, 2025
Julho 28, 2025
Com o conhecimento de experiência feito que dispõe, Fausto Brito e Abreu não hesita em afirmar dispormos ainda de uma grande vantagem competitiva única como é o quase universal reconhecimento da superior sabedoria e competência de Portugal no que respeita aos Assuntos do Mar, como Pedro Vieira, com diferente experiência mas não menor conhecimento, inteiramente corrobora. Talvez o problema seja mesmo nosso, isto é, não termos consciência de nós próprios, das singulares potencialidades de Portugal, do que nos distingue, ou seja, do que somos ou, mais ainda, do que podemos e devemos mesmo ser, como próprio Conceito Estratégico de Defesa Nacional, infelizmente, como sublinha Luís de Almeida, espelha.
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Julho 25, 2025
Julho 25, 2025
Com singular capacidade de imaginação e invenção, não faltam aos Portugueses possibilidades de afirmação nas múltiplas áreas da ciência e da I&D, mas talvez falte ainda uma visão de conjunto, mais congregadora, que permita transmutar em efectiva realização toda essa imensa potencialidade, a começar, quem sabe, por um outro modo de entender a estruturação do próprio desenvolvimento dos projectos e o correspondente modo do seu financiamento, como propõe João Tasso Borges de Sousa, assim permitindo também que muito do melhor que já se faz, como sucede com os excelentes exemplos enunciados por João Paulo Ramalho Marreiros, atinjam toda a amplitude que lhes é perfeitamente possível atingir.
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Julho 25, 2025
Julho 25, 2025
Numa visão a 360º, como lembra Nuno Sardinha Monteiro _ doutrina que Portugal foi pioneiro a impor na NATO _ compreendendo as profundas implicações do que acontece no Árctico no Atlântico Norte, bastando para tal lembrar tão só as crescentes incursões dos mais avançados submarinos nucleares russos da Frota do Norte estacionados na Base Naval na Baía de Kola, como também sublinha Armando Marques Guedes, Portugal deve olhar com máxima redobrada atenção para o Árctico ¬¬¬_¬¬ não sendo nunca de esquecer nesse enquadramento, por razões diversas, a ECA do Nordeste Atlântico aprovada recentemente por promoção de Portugal, tal como descreve Teresa Barros Cardoso.
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Julho 24, 2025
Julho 24, 2025
Para o Presidente da C. M. de Cascais, um dos Concelhos mais politicamente marítimos de Portugal, o Mar requer novos aliados. Aliados certos, com poder, como o Ambiente, porque, por si só, o Mar continua a ser um activo estratégico estranhamente ignorado pelo políticos. Nesse sentido, defende Carlos Carreiras ser a capacidade de bem conjugar Mar e Ambiente, actualmente, a grande arte.
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Julho 22, 2025
Julho 22, 2025
Sim, cada Português tem a responsabilidade de pensar a ideia de Pátria que é para se realizar na Nação, para sermos a eminente Nação Marítima que somos para verdadeiramente sermos.
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Julho 11, 2025
Julho 11, 2025
Tendo sido uma das nações pioneiras na elaboração de uma Política Marítima, em 1984, a recente aprovação de nova Lei de Política Marítima, depois da actualização verificada já em 1994, deve fazer-nos reflectir profundamente sobre o que também nós queremos ou não queremos para o Mar e para o futuro de Portugal, como a excepcional conversa com André Beirão, principal responsável pela sua elaboração, exemplarmente mostra porquê.
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Julho 7, 2025
Julho 7, 2025
Outras Secções
«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill




















































